Programa de Indio é On the Road.

Domingo 19/04 foi o Dia do Indio e decidi dar sair da toca para dar um rolê pela cidade. A primeira parada foi o Parque Lage, lugar que recebeu uma grande quantidade de atividades promovendo a cultura indígena. Assim que cheguei, fui recepcionada com um coral lindo de pequenos indi@s acompanhados de um violão e violino. O mais lindo foi ver as crianças brincando em volta e outras atentas. Do lado do escola, foi instalada uma feira com artesanatos de diferentes tribos indigenas. Uma delas, construiu uma oca grande.  Segundo a Secretaria do Estado de Cultura do Rio de Janeiro, participaram do evento os Pataxó, Guarani, Fulni-ô, Puri, Tukano, Guajajara, Tupi-Guarani, Potiguara, Apurinã, Pankararu, Karipuna e Satere Mawé.

Logo, decidimos visitar as exposições do Instituto Moreira Salles: William Eggleston – a cor americana, sob a curadoria de Thyago Nogueira.

Wiliam Eggleston: a cor americana (IMS)

Realmente, o que estimulou visitar a exposição o IMS foi o trabalho do fotográfo americano William Eggleston (1939), considerado como um dos primeiros fotógrafos a usar a fotografia a cor e retratar cidades do sul dos EUA e sua cidade natal, entre o período 1960 e 1970.

O artista nos apresenta o jeito americano de ser como kerouac nos ilustra no seu livro on the road.

A exposição foi dividida cronologicamente, em quatro salas.

A primeira apresenta uma seleção de obras em preto/branco e os trabalhos iniciais a cor, usando a técnica de impressão dye transfer, para ressaltar as cores mais intensas. Logo, foram colocados alguns dos catalógos dos artitas com algumas obras. A continuação, percebe-se uma serie muito interessante e marcante de seu trabalho, acompanhado de um video autobiográfico.

Na sala do lado, encontravam-se retratos de personagens interessantes, de um lado a cor e do outro, em preto/branco e no fundo da sala, um video, basicamente de rostos de pessoas.

Posso fazer algumas considerações sobre o que vi, por um lado, destaca-se muito a cor vermelha, muito emblemático dos americanos, como também os letreiros luminosos do comercio, os quais sempre foram capturados ligados mas no final ou no inicio do dia.

Por outro lado, o que mais me marcou foi a fala de sua esposa, Rose, quem afirma que Eggleston não tira fotos unicamente de seu entorno familiar e que mesmo fazendo esses retratos, é muito difícil conseguir a confiança daqueles entes amados para deixá-lo fazer tal registro.

Gostaria de finalizar comentando algumas inquietações surgidas durante a exposição: a primeira é que existe uma dinâmica para trabalhar a questão da cor apresentada pelo artista, através do uso de uma lente de cinema para usar durante toda a exposição, mas na recepção não nos indicaram como seria essa dinâmica de fato, deixando-nos ao laisser-faire automático. Uma pena. Por outro lado, a primeira sala, era possível perceber a montagem das obras de forma inadequada, já que algumas imagens não possuem uma boa qualidade de impressão. Sugiro ser vista no próprio site do artista ou pesquisando pelo Google.

William Eggleston Untitled n d bed with lights

O lado chato da exposição é fomos proibidos de tirar fotos. Questionamos a instituição e fomos informados que por questões próprias do artistas em relação a direitos autorais não seria possível.

William Eggleston – IMS

Para conhecer mais sobre o trabalho do artista, visite: http://www.egglestontrust.com ou http://www.ims.com.br/ims/visite/exposicoes/william-eggleston

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s