Mondrian e o Movimento de Stijl, a melhor exposição vista

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Piet Mondrian – Composição de linhas e cor: III (1937)

Sábado foi dia de dar um rolezinho em bicicleta por algumas exposições no Centro do Rio de Janeiro. Inicialmente, planejou-se apenas visitar o Centro Cultural Helio Oiticica, Studio X, Caixa Cultural e depois de uma pausa no novo passeio público que liga a Praça XV até a Praça Mauá, decidimos entrar no Centro Cultural Banco do Brasil para ver a exposição Mondrian e o Movimento de Stijl, a qual terminava na segunda-feira desta semana.

Sinceramente, entrar nesta amostra foi a melhor decisão que podíamos ter feito. Já na primeira sala, a cronologia da vida de Piet Mondrian foi impecavelmente bem desenhada, a disposição dos quadros, a divisão das salas, os recursos complementares que podiam ser usados, tanto como o uso do QR-Code, como telas touch-screens com revistas digitalizadas, maquetas de construções arquitetônicas, os documentários, as entrevistas, os mobiliários originais, os equipamentos para controlar a umidade do ar, as cores para ambientar cada tema tratado, resultaram em uma absorção voraz do conteúdo.

Mondrian é o ponto central da exposição onde foi possível ver seus trabalhos figurativos até chegar nos seus trabalhos de total abstração, influenciando a criação De Stijl, movimento integrado por Theo van Doesburg, Gerrit Rietveld, Piet Zwart, Vilmos Huszár, Piet Klaarhamer os quais eram “motivados por um desejo de pós-guerra de começar de novo ao criar um estilo internacional que ‘trabalharia em prol da formação de uma unidade internacional na vida, na arte e na cultura’” (GOMPERTZ, 2013, p. 210).

O Movimento de Stijl (O Estilo) inicia como revista em 1917, onde era possível ver o trabalho dos artistas vanguardistas que realizavam um tipo de “arte total” por meio do uso de cores primárias para criar as obras sem restrições, claras e limpas, para “representar” o futuro. A arte produzida por aqueles artistas acabou invadindo diferentes áreas como o design, a arquitetura, o desenho industrial, entre eles os objetos, encontravam-se conjuntos de louças, cartazes publicitários, cardápios e sua infinidade de variantes.

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Gerrit Rietveld – Cadeira Vermelho Azul (1923)

Valeu a pena ter esperado até o fim para ver uma exposição perfeita.

Fonte:

GOMPERTZ, Will. Isso é arte?. Rio de Janeiro: Zahar, 2013

http://culturabancodobrasil.com.br/portal/mondrian-e-o-movimento-de-stijl-3/

http://culturabancodobrasil.com.br/portal/mondrian-e-o-movimento-de-stijl/

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