O mundo pelo fotógrafo francês Raymond Depardon

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Raymond Depardon – Yanomamis do Brasil

No segundo andar está rolando uma retrospectiva de fotografias do francês Raymond Depardon, Un moment Si Doux com 165 obras dividas em 3 salas do 2º andar do Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro, compreendendo o período 1950 a 2013, sob a curadoria de Hervé Chandés e Emmanuelle Hascoe. Continue reading

Limites e potencial do espaço expositivo

O que pode dar de errado em uma exposição quando o espaço não é o adequado?

Sexta-feira 28 de julho aconteceu a Ocupação Eixo com a participação de 39 artistas, curadoria de Luiz Badia e organizada pela galeria @eixoarte no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno em Niterói, trouxe a linguagem da vídeo arte e performance em um único dia.

Alguns detalhes precisam ser discutidos neste artigo de forma crítica já que um conjunto de eventualidades como o espaço/ infraestrutura, equipe/curadoria e público podem afetar o desenvolvimento e a experiência de troca entre obra e visitante.

É preciso enfatizar que o artigo busca levantar pontos da área museológica e o design expositivo para encontrar um pensamento crítico sobre a área.

A performace do artista João Marcos Mancha instalada no terraço do espaço obrigou o espectador a contemplar a obra somente de um lado. Acredita-se que para atingir a leitura do trabalho, era necessário alocar a obra em um espaço maior, permitindo assim que o espectador andasse em volta da obra e ter um campo maior de observação. Colocar uma obra em terraço pequeno amputou o diálogo obra/espectador.

Durante a apresentação houveram problemas técnicos no áudio que atrapalharam o desenvolvimento da obra e distraindo o público.

Na penúltima perfomance dos artistas João Pinaud e Gilbert T, mais uma vez a instalação eléctrica do espaço não suportou a carga dos equipamentos, provocando ruido e até ausência sonora, a qual não foi possível resolver pois não existia um responsável técnico para atender a demanda chegando a provocar desconforto nos próprios artistas.

Também teve uma falha de localização desse trabalho pois a perfomance tinha ao fundo uma iluminação específica que não surtiu o efeito desejado por conta da iluminação externa.
Uma exposição, ocupação ou amostra não trata apenas de chamar os artistas para apresentar seus trabalhos. Neste momento, enfatiza-se a importância do Design Expositivo/Museografia como mecanismo para o planejamento adequado da obra dentro do espaço expositivo.
Por outro lado e não menos importante, o comportamento do público diante das performances não foi no seu estado contemplativo/introspectivo. Aqui não se trata de um show e sim de uma experiência sensorial que precisava de uma conexão com o público.
Na dissertação de Beatriz Morgado (2017) CURADORIA DE EXPERIÊNCIAS: estratégias para exibição de obras participativas em exposições de arte contemporânea (parte 2: Hélio Oiticica) entende-se que:

“a obra continua a se completar e transformar pela relação com o “fora”, ou seja, em contato com os visitantes, consideramos que o local onde este atrito ocorre sejam as exposições. Nos interessa perceber como a experiência dos espectadores pode trazer novidades à exposição. Infelizmente, a maioria das mostras de arte ainda são associadas a um produto acabado.”
O que foi visto na apresentação foi o esforço dos artistas em que funcionasse a ocupação. Mas isto não é uma característica exclusiva do CCPCM e sim da maioria dos espaços que apenas cedem o espaço e não mergulham dentro do projeto expositivo e nem ajudam financeiramente.

Como teria sido evitado esse caos: maior tempo entre a desmontagem da exposição anterior (foi desmontada um dia antes) e a montagem da ocupação. Testes de funcionamento de todos os equipamentos para verificar a carga máxima de energia e por último e menos importante, investimento em manutenção e readequação da infraestrutura e uma equipe técnica de plantão.
Então, fica aqui uma pergunta: o que é mais importante a arquitetura do espaço ou sua funcionalidade?

A pesquisadora Sonia Salcedo traz esse questionamento ao colocar em pauta que a própria curadoria de exposições de arte também podem ser usadas como uma forma de arte.
Abro aqui este canal para discutir melhorias factíveis para essa importante vitrine de artistas fluminenses pois não se trata de estar aberto para receber trabalhos artísticos mas dar um suporte profissional a esses artistas contando com um espaço convidativo e funcional onde suas obras possam criar uma interação eficiente e eficaz entre a obra e o público.

Vamos falar do livro A Garota da Banda de Kim Gordon

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Recentemente comprei o kindle e em poucas semanas já tinha lido alguns livros, entre eles A Garota da Banda, uma autobiografia da Kim Gordon, a baixista/guitarrista/vocalista do Sonic Youth e hoje vou falar minha impressão sobre ele.

Confesso que fiquei encantada com o conteúdo do livro porque há tempos a seguia pelo Instagram porque tinha descoberto que tinha se formado em Artes Visuais na década de 1970 e agora estava apresentando seus trabalhos artísticos pelas redes. Apesar de sempre ter gostado de música e ter iniciado o mesmo trajeto que ela fazendo uma faculdade, – a minha foi em Museologia e logo entrar para uma banda e começar a viver a vida. Nossa diferença é que ela era uma garota californiana que se mudou para New York quando se formou, teve sua primeira banda, trabalhou em galerias sem saber muito bem o que estava fazendo, segundo a própria, mas isso não foi um problema, escreveu muitos artigos sobre arte, principalmente, para o Artforum. Conheceu e foi amiga de vários artistas contemporâneos da época, como Cindy Sherman, a minha favorita Jenny Holzer, que trabalhava com projeções de frases, Barbara Kruger, Gordon Matta-Clark, Philip Glass, Richard Kern e de gente da área de cinema e moda, como Spike Lee e Sofia Coppola. Continue reading

O MAR traz uma seleção de fotografias de seu acervo na mostra Feito Poeira ao Vento

O Visita Guiada foi prestigiar a exposição Feito Poeira ao Vento composta por uma “significativa coleção de fotografias brasileiras” do acervo do Museu de Arte do Rio, desde o século XIX até os dias atuais, sob a curadoria de Evandro Salles, diretor cultural da instituição, para mostrar o percurso da fotografia como elemento de comunicação, documental até a sua inserção no campo da arte. Continue reading

Recorte da fotografia russa na exposição “A União Soviética através da câmera”

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No Paço Imperial está acontecendo a exposição “União Soviética através da câmera” com 200 fotografias dos russos Vladimir Lagrange, Leonid Lazarev, Vladimir Bogdanov, Yuri Krivonossov, Victor Akhlomov e do lituanês Antanas Sutkus, sob a curadoria de Luis Augusto Carvalho e Maria Vragova, em parceria com o Museu Oscar Niemeyer e o Paço Imperial. Continue reading